Em minhas andanças pelo mundo da leitura, deparei-me com um grande achado fraseológico. A descoberta foi realizada em um texto do maior escritor-pedagogo do Brasil: Paulo Freire, in: Pedagogia da Autonomia. Neste livro, o educador faz apontamentos e análises sobre os "saberes fundantes" necessários à uma formação docente crítica e, por conseguinte, libertadora. Porém, o que desejo ressaltar é a definição do "intelectual memorizador" feita por ele.Segue-se, então, a frase: "O intelectual memorizador , que lê horas a fio, domesticando-se ao texto temeroso de arricar-se, fala de suas leituras quase como se estivesse recitando-as de memória - não percebe, quando realmente existe, nenhuma relação entre o que leu e o que vem ocorrendo no seu país, na sua cidade, no seu bairro". p.27
Cabe a nós fazermos a opção ideológica acerca do que escrevemos. O que é inaceitável para o artista, o intelectual e o escritor (também artista) é parcialidade diante daquilo demasiadamente humano, sem assumir uma posição perante a vida.